A manhã seguinte foi péssima! A “N” simplesmente passou a manhã toda sem me dirigir uma palavra sequer. Pôrra, era véspera de Natal, tava marcado pra nós duas irmos pra minha casa e, mais tarde, pra tal festa pela qual eu tinha esperado ansiosamente e ela fez com q meu dia começasse daquele jeito. Ela sabia q eu tinha combinado de sair logo depois de acordar, e foi isso q fiz: levantei, comi, arrumei minhas coisas e... Nada. Nem uma palavra. Eu tava puta da vida, não por ela me fazer uma dessa em pleno Natal pq eu não ligo pra essas coisas, mas por ela me deixar com interrogação acima da cabeça sobre ir ou não à tal festa comigo... Também fiquei chateada pq não queria acreditar q ela tinha tomado uma atitude extremamente infantil de deixar de falar comigo por causa do q havia acontecido na noite anterior, q foi o telefonema do Gabriel*! Aliás, nem isso: seria mais pela minha aceitação ((leia-se EMPOLGAÇÃO)) caso ele tivesse ido à casa dela pra ficar comigo.
Pôxa, era só chegar pra mim e dizer “não vou”, e eu simplesmente pegaria minhas tralhas e iria pra minha casa, mas não: ela sumiu de casa, assim, como num passe de mágica. Por um momento eu desejei q ela não fosse mais comigo, pq só de imaginar q da casa dela pra minha seria um silêncio total da parte dela tava foda! Seria tão mais simples... E esperando por isso — ou por qualquer outra coisa —, fui tomar banho e dei de cara com ela: “Olhe, eu vou tomar banho e quero sair daqui antes do meio-dia. Vc vai comigo?”, perguntei. Eu jurava q ouviria um “não”, mas me enganei. Ela disse um “sim, eu vou”, e com essa afirmativa veio junto a certeza de q o meu trajeto seria solitário, sim, pq eu e outra pessoa muda do meu lado pra mim significa eu sozinha. Quase na hora de ir embora, o João* veio me perguntar mesmo se eu ia pra tal festa de Natal. Confirmei e ele disse: “Parece q o Gabriel vai... Como vai ser pra ele entrar em contato com vc?”. Bingo de novo: “Dê eu telefone pra ele”, eu respondi. Agora ele tinha meu telefone, e ficaria mais fácil de entrar em contato comigo...
Como eu te disse, a volta pra casa foi uma merda! E eu sou assim: não sou de adular ninguém, ou seja, quer conversar, ótimo; não quer, foda-se! Pior foi qdo a gente chegou aqui em casa: ela se enfiou no meu quarto e não saiu mais, nem sequer almoçou! E só depois de algumas horas ((depois q ela dormiu de estômago vazio)), foi q eu fui falar com a “N” e ela finalmente ((aleluia!!!)) trocou algumas palavras comigo. Disse ela q “a culpa é da TPM”... Aos poucos ela foi conversando, se mexendo e sorrindo, principalmente! Bom, depois disso, quem era eu pra querer complicar mais as coisas e fazer mais perguntas, não é? No final da tarde, ela comeu e ficamos na sala conversando enqto eu fazia as unhas. Foi bem aí q meu cel tocou! Quem era? O Gabriel! O número era desconhecido, mas a voz... Mesmo assim, por via das dúvidas, me afastei pra atender — se bem q eu te JUUUUUURO q não tava esperando por essa ligação! Qdo atendi, ele disse: “Gatinha?” e eu respondi “Oi, tudo bom?”. Conversamos bem rapidinho, e ele reclamou pq eu fui embora logo. “Mas vc sabia q eu tinha essa festa pra ir, não sabia? E vc, vai?”, perguntei. “Vou não, gata...”. “Que pena...”, falei.
Por um lado foi até bom ele ter desistido ((ou não ter podido ir)), pq eu não queria mesmo sair e ficar aos beijos com outro cara na frente da “N”... Vc sabe muito bem q há séculos essa é a questão q eu nunca consigo solucionar entre nós duas, pois fica sempre uma discordância sobre ficar ou não com homens... Então, se foi acertado q poderia, pq teria de ser tão radical? Pq não aos poucos, ou pelo menos de forma camuflada? “O q os olhos não vêem, o coração não sente”, não é isso? Então vai ser assim, q fique bem claro pra vc: ela vai saber, porém não precisa presenciar tudo... “Mas vc vai vir aqui pro Reveillon?”, ele perguntou. “Não... Vou ficar com minha família pq vai ter uma comemoração aqui”. “Então tá bom. Mas se vc puder vir, venha! E eu só liguei pra dizer q vc tome cuidado lá na festa, tá?”, ele delirou. “Ah, tá bom”, respondi eu, iludindo o cara — até parece! E completei: “Então a gente se vê na semana q vem, tá?”. “Tá certo. Um beijo”. “Outro. Tchau”, e desliguei.
Como eu também já tinha te dito aqui no blog, meu Natal foi bem fora das expectativas. Eu quase briguei com a “N” na festa, mas se por um lado foi por incompreensão minha, por outro foi por falta de atenção dela. Passamos o resto do dia vegetando de cansadas, mas com tudo parecendo estar bem entre nós duas, sem estresse nem nada. No dia seguinte, voltamos pra casa dela. Assim q chegamos ficamos conversando o terraço com a mãe dela sobre várias coisas, mas aconteceu algo q me deixou P da vida: o dia tava lindo, a tarde agradabilíssima, o sorvete delicioso, e conversa vai, conversa vem, as duas tocaram no nome do Gabriel. Pronto! A “N” esticou a conversa com reclamações sobre certas atitudes dele, sobre como ele é e das coisas q ele fala. Eu fiquei calada, só ouvindo, mas sabia bem q aquela ladainha dela toda era pra atingir duas metas: 1) passar uma msg indireta pra mim sobre ele, me informando sobre os pontos ruis e os pontos ((também)) ruins dele, e 2) sujar a barra dele com a mãe dela. Agora me responda, como é q eu vou ficar com o Gabriel na casa da mãe dela se a mulher ouviu um monte de porcarias sobre o cara??? Se a velha souber q a gente tá querendo ficar um com o outro, vai me dar o maior sermão, me encher de conversa, e te juro q eu vou ficar sem graça com isso... Puxa vida, eu tive q ficar ali calada ouvindo tudo aquilo... Me deu vontade de calar a boca dela e dizer “manera aí”!!! Pra não ter q te contar tudo ((e pra não dar pistas tão claras sobre a pessoa)), a coisa mais leve q eu ouvi da “N” foi q ele vai embora pra Europa, como se ela dissesse pra eu desistir dele já q ele vai se mandar mais cedo ou mais tarde! Mas como eu já te disse antes, e repito, não vou ficar pra me apaixonar, e sim pra curtir um pouco...