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Metralhadora Giratória: o diário de uma garota bissexual - versão 5.0


Quarta-feira , 23 de Maio de 2007


QUEM É VIVO, SEMPRE APARECE!

Olha eu aqui!

Nada especial, só passando pra dar um alô.

Tenha vindo aqui às vezes pra dar uma olhada nos comentários, pois escrever posts está um pouco longe das minhas idéias. Vida de gente grande é assim mesmo, muita correria, trabalho, estudo, relacionamentos... Minha cabeça anda cheia!

Prometo não largar o blog de vez, mas preciso desse tempo. Não iria chegar tão longe pra depois abandonar, certo?

Sobre os comentários, eu leio e alguns eu respondo através de um e-mail novo que criei. O velho já era mesmo... Então, se vc quiser se comunicar comigo mais de pertinho, anote:

 

 janine_garotabi@hotmail.com 

 

Detalhe: NÃO ENTRO NO MSN MESSENGER, ok? Então, não adianta me adicionar.

 

Beijos e... Até não sei quando!

 

Escrito por GarotaBi às 00h01
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Quinta-feira , 09 de Novembro de 2006


ROUBARAM MEU E-MAIL!!!

Desculpe o sumiço!

Infelizmente não estou podendo atualizar o blog com frequência, mas isso não significa que desisiti dele nem de você. Por esse mesmo motivo tentei agora há pouco entrar no meu e-mail garotabi_al@hotmail.com e, adivinhe só, não consegui!

Com certeza não esqueci a senha e isso só pode significar algo: alguém conseguiu minha senha e se apropriou indevidamente do meu endereço eletrônico!

Por favor, não mandem mais mensagens pra lá! Em breve farei outro endereço eletrônico pra entrar em contato com você.

Aguarde por mim... 

Escrito por GarotaBi às 01h01
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Sexta-feira , 22 de Setembro de 2006


Orkut já era!

Venho aqui pra finalmente confirmar minha saída DEFINITIVA do Orkut.

A “N” também tirou o perfil dela.

Não temos nenhum motivo específico pra isso... Ela tirou pq disse que “não tinha serventia”. Já eu, tirei pq tava entrando pouco, e acho que, além do blog, também tenho o meu e-mail como um canal de contato com vc.

Por favor, qualquer comentário ou algo mais importante, escrevam aqui no blog ou mandem pro meu e-mail de sempre:

 

  garotabi_al@hotmail.com  

 

Beijos a todos!

Escrito por GarotaBi às 12h33
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Quinta-feira , 31 de Agosto de 2006


INSEGURANÇA, NADA MAIS DO QUE INSEGURANÇA (Parte 1)

Continuei passando meus dias sem a “N”, enfiei a cara nos estudos e tentei me acostumar com tudo o q era chato e novo. Com tudo isso, veio uma preocupação: quem iria pedir desculpas primeiro? Nós duas tínhamos brigado via celular e desde o dia 19 de junho ((uma segunda-feira)) a gente não se falava. Já era dia 25 de junho ((domingo)), uma semana tinha se passado e nada... Eu tava no meu quarto nessa noite, tinha ido deitar mais cedo pq tava triste... Eu tinha assistido um DVD de uma banda antiga, e tinha umas músicas românticas e, acredite, eu chorei deitada no chão, vendo os clips... Chorei sem sentir, pq as lágrimas rolaram dos meus olhos sem q eu controlasse... Pôxa, eu só queria ver um DVD e acabei chorando! Até aquele momento eu não sabia o motivo, mas as letras das músicas deixaram claro q era por causa de saudade. Saudade da “N”.

Como eu ia te dizendo, fui pro meu quarto. Era melhor do q demonstrar pros outros q eu tava com os olhos cheios de lágrimas ((e q eu já tava começando a soluçar!)). Fiquei pensando nela, na falta q ela tava fazendo e até qdo a gente ia ficar sem se falar. Enqto eu forrava minha cama, me bateu o medo de q ela fizesse o mesmo q a Lourdinha* fez, q foi simplesmente parar de falar comigo e jogar fora algo significativo. Sentimento são mais fortes do q discussões, e se tem uma mania q todos nós temos, eu e vc, é de levar em consideração sempre o fato ruim, e de guardar sempre o negativismo, esquecendo as coisas boas. Qdo a colcha pairou no colchão me bateu uma tristeza... Uma tristeza q nunca mais eu tinha sentido, forte, real. Me senti à beira de um abismo... Seria outra perda pela qual eu tinha q passar? E ao invés de deitar, liguei meu computador e fui navegar na net, ocupar minha cabeça. Mas vc sabe, a porra da cabeça sempre guarda um espaço pras besteiras, e de novo eu pensava nela, e de novo a tristeza batia... De repente, meu celular recebeu um torpedo, q dizia assim:

“Oi, Jan! Olha, apesar de não ter agido com intenção de te deixar chateada na semana passada, acho que te devo um pedido de desculpa! Me desculpe... Tenho pensado em você e sentido sua falta. Espero que estejas bem. Saiba que o que você precisar pode contar comigo. Você é muito importante pra mim e não quero que fique esse clima chato entre a gente. (...) Será que podemos nos encontrar pra conversarmos? Me dá uma resposta tá? Estarei aguardando. (...) Um beijo! Ass.: ‘N’ ”

Eram exatamente 20:49h... Dá pra vc imaginar o tamanho do sorriso q surgiu no meu rosto??? Estranhei aquele modo de escrever um torpedo ((q não era o dela)), mas fiquei aliviada e feliz por ela ter me contactado! Na hora escrevi outra msgm em resposta dizendo q “tava admirada pelo pedido de desculpas”, e pouco depois, recebi a dela:

“Te mandei uma mensagem me desculpando e vc escreve: estou admirada com seu pedido de desculpas, quem quer que tenha mandado. Vc é fogo, quem mandou a mensagem fui eu, do celular do meu tio. Podemos no encontrar quarta-feira no shopping ((Iguatemi)) ou em outro lugar? (...) ”

Fiquei admirada novamente, pq normalmente ela ficaria enfurecida com o fato de eu ter me admirado com o pedido de desculpas dela, mas é que eu tô tão acostumada a NÃO receber pedido de desculpas... Falo generalizando mesmo. Sei que com ela é diferente pq geralmente a gente se encontra depois de uma briga e conversa normalmente, mas esse pedido dela foi tão politicamente correto, sem contar a disposição dela em me ajudar no q eu viesse a precisar... E veio em excelente hora, pq eu já tava bem triste com a ausência de notícias dela... E meio q sem pensar eu aceitei o convite pra me encontrar com ela, independente do q ela tinha pra me dizer: se ela fosse me falar coisas boas pra mim, ótimo; se ela fosse me contar sobre outro alguém, por mais difícil q fosse pra mim, pelo menos ela ia estar me adicionando à vida dela de novo, me fazendo participar de alguma forma. Depois, era questão de eu ir me acostumando com a idéia de q ela estava livre — pq EU tinha deixado ela ir —, e q ela podia muito bem fazer com o q quiser da vida dela, ficar e namorar quem quiser.

Mas minha alegria não pensava nisso, não levava em consideração o negativismo. Restava agora eu esperar pelo dia 28 de junho pra ver o q ia acontecer...

Escrito por GarotaBi às 01h13
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Sexta-feira , 25 de Agosto de 2006


PERDI TUDO

Por puro descuido, deixei de ir por um tempo no meu e-mail e agora, qdo fui verificar minhas msgs, vi q tudo tinha sumido, ou seja, o Hotmail deletou tudo pq passei mais de 30 dias sem abrir o danado.

Por isso, venho pedir desculpas àqueles q me escreveram e não tiveram resposta. Agora não vão ter mais!

Perdi tudo, minhas msgs novas, as antigas e tudo o q escrevi pros outros!

Prometo não descuidar mais e ter mais atenção, pois a questão não é o e-mail, mas sim a expectativa dos outros pra q eu responda as msgs q com tanto carinho eu recebo.

Em breve escreverei de novo. No blog, claro.

 

Escrito por GarotaBi às 00h33
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Quinta-feira , 24 de Agosto de 2006


AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR OU PRA SE ESQUECER??? (Parte 2 - final)

Procurei me alegrar de outras formas: me diverti vendo os outros jogos do Brasil na Copa da Alemanha ((apesar dela não ter vindo)) e com as comemorações das Festas Juninas, coisa q aqui no Nordeste é algo bem tradicional. Aproveitei isso e, na noite de 23 de junho ((sábado)) saí com uma prima pro Jaraguá ((bairro histórico aqui de Maceió, onde a cidade surgiu)), onde tava tendo quadrilha junina, forró, muita comida típica e tudo mais. Foi bom ver aquele monte de gente, parecia até q eu tava em outra cidade! Independente disso, enqto eu andava pelas ruas da festa eu tive receio em encontrar a “N”... Já pensou se eu desse de cara com ela? O q eu ia dizer? E se ela tivesse com alguém, com o tal sei-lá-o-quê dela? Ela ia me cumprimentar ou não? Maceió é um ovo de codorna, todo mundo se encontra e todo mundo sabe da vida de todo mundo! Resolvi então parar num lugar e paquerar, afinal eu sou filha de Deus! Ficamos eu e minha prima paquerando e rindo das bobagens q a gente conversava.

Levei um tempão pra encontrar alguém conhecido. Primeiro era uma pessoa ou outra da faculdade, depois reencontrei uma amiga do tempo do colegial... Fiquei muito feliz com isso! Conversamos muito, trocamos telefone, essas coisas... Depois avistei, do nada, um cara q tbm tinha estudado com a gente. O engraçado foi q eu tinha sonhado com esse cara na noite anterior! Na hora eu sorri pra ele e ele veio até nós duas. Puxa vida, ele tava um gatinho! E ficamos nós três conversando a noite toda... Ela era o tipo de garota q eu me dava bem no colégio, pessoa sempre madura e cabeça feita, e q sabia da minha vida, dos meus problemas e dos meus momentos felizes; ele era o cara meio magricelo, cheio de espinhas, tímido e CDF da turma. Anos e anos depois, estávamos lá os três: ela ainda aquela garota esperta e madura e ele... Bem, ele tava um gatinho, corpo em forma e pele limpa. E nada, mas nada tímido! E eu, eu tô bem diferente de antes: mais madura, corpo em forma, cabelo bem diferente ((e mais estudiosa q naquela época))... De cara eu fiquei interessada nele! Ele, por sua vez, demonstrou o mesmo: ficava olhando pra mim e me elogiava, como tbm ficava passando a mão nas minhas costas, falando de pertinho... Só pra ver a reação dele, perguntei se ele tava morando no mesmo lugar e ele disse q sim, e qdo eu falei q nós dois moramos perto um do outro, ele arregalou os olhos e pôs a mão no queixo, surpreso. Ele pegou meu telefone e fez questão de q eu pegasse o dele, e combinou de sairmos os dois pra casa dessa nossa amiga q tbm tava presente, pra “fazer uma visitinha”... Eu senti algo no ar, um clima de “tá no papo”, mas mesmo assim eu não tava preparada pra ficar com ele, pelo menos não naquela noite...

Foi ótimo ter reencontrado vários amigos queridos naquela noite, de ter colocado as conversas em dia e de ter paquerado ((e sido paquerada)) um pouco, pois eu precisava disso, precisava sentir outras pessoas, nem q fosse a metros de distância, reavivar as amizades q são importantes pra mim e q estavam distantes. Eu queria muito q a “N” tivesse lá comigo, pq pra tudo ela tava do meu lado, mas infelizmente eu tinha q me aprender a me acostumar com isso e ser eu mesmo, cortar o cordão umbilical e fazer o mesmo q ela tava fazendo: saindo com outras pessoas, criando novas amizades e correndo atrás de engrandecer a vida dela.

Por outro lado eu tenho q aprender tbm a cortar essas amizades q só me sugam! Em 2 anos eu perdi duas amizades pq eu não fiz o gosto dessas pessoas, pq eu pensei em mim por um momento, e ela me viraram as costas. Uma delas não me era tão importante ((pq não era uma pessoa de confiança, mas q tinha uma certa intimidade comigo)) e a outra era a Lourdinha*, pessoa importantíssima q até poucos dias atrás eu tinha esperança de um dia deixar uma frescura q ela mesma criou de lado e de voltar a falar comigo... Pôxa, eu demorei tanto pra conseguir a amizade dela, mas pra perder foi tão rápido! Descobri q da primeira pessoa eu não sinto falta, e de da segunda eu aprendi a conviver sem, pq não sou mais criança pra ter esperanças vãs de um dia ela vai chegar pra mim e fingir q nada aconteceu — se bem q esse nada eu ainda nem sei o q é! Tô ciente de q a amizade acabou, e q se voltasse não seria a mesma coisa, portanto, mesmo q eu esteja com meu coração aberto pra ela, fico na consciência q isso pode nunca acontecer, e continuo minha vida e não sofrendo mais com isso. Basta agora q eu enxergue quem é quem, q eu veja claramente quem se importa comigo, mesmo eu fazendo coisas pra essas pessoas ou não...

E pra finalizar esse post, quero dedicá-lo a duas pessoas. Uma é o Pedro: é um cara q me ajuda pra cacete ((tanto à mim como à ”N”)), q é extremamente prestativo sem pedir nada em troca. Um cara q eu não fiz nada pra ele ((não q eu lembre)), e q apesar de ser alguém q tá meio distante às vezes ((apesar de morar pertinho de mim)) procura sempre me deixar bem e q apesar desse distanciamento ((q nós dois sabemos pq é)), é alguém q eu sei q pensa sempre em mim ((e na “N”)) e q vai “estar lá” sempre q eu precisar — apesar de eu não gostar de abusar dele. E a outra pessoa é uma garota fantástica chamada Teca* ((nome fictício)) q eu conheci há pouco tempo, alguém q eu posso chamar de AMIGA mesmo q ela não sinta o mesmo por mim ((isso eu ainda não sei)). Alguém q lia meu blog e eu não sabia!!!!! Mas certamente vai se ler aqui várias vezes, pq eu espero q a nossa amizade dure, pq pessoa como ela não se encontra assim tão fácil! A esses meus dois amigos de valor, eu dedico minha amizade, minha dedicação, respeito e confiança!

E qto ao meu amigo do colegial... Bem, eu descobri no Orkut dele q ele tem namorada! Uma pena...

Escrito por GarotaBi às 22h02
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Sábado , 05 de Agosto de 2006


AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR OU PRA SE ESQUECER??? (Parte 1)

Tive problemas com minha net, por isso não pude publicar os outros posts q eu tinha escrito antes. E um deles foi esse, em homenagem ao DIA DO AMIGO:

No dia seguinte, 19 de junho ((segunda-feira)) foi uma merda: continuei descobrindo, via net, mais peças do quebra-cabeça sobre ela estar com alguém. Internet é uma merda mesmo... Fui ficando cada vez mal e mal... Resolvi ir pra sala ver TV, e foi então q a “N” me ligou no celular. Só tinha eu e minha mãe em casa, então pude conversar melhor com ela, ou melhor dizendo, discutir. Tentei conversar no começo, mas ela sempre me culpava por eu não ter dado valor à ela e sim à um outro alguém. E me passou um monte de coisas na cara... Mas eu expliquei rápido, falei q “ele era um cara q eu tinha acabado de conhecer”, blá-blá-blá... Foi pior! Acabamos discutindo de novo, e era um liga desliga da porra, e berros de um lado e do outro... Depois passamos a trocar torpedos: eu, de um lado, tentava convencê-la de ELA tava errada; por outro, ela tentava me convencer de q EU tinha feito a burrada.

Eu me sentia cada mais péssima, e pior, me senti ridícula pq parecia q a gente tava brigando feito duas namoradas! Não era justo q a gente ficasse se cobrando daquele jeito, mas eu sentia ciúme, me sentia traída por ela pelo fato dela ter me excluído como amiga, por eu ter q descobrir via net, pelo outros e pelas atitudes dela o q tava rolando. Sei lá, acho q sou uma pessoa forte. Já levei muita porrada na vida e acho q meio punhado de palavras duras não iriam me matar. Iriam me magoar, sim, mas morrer eu não iria! O jeito era ficar aqui no meu mudinho tentando encaixar as peças do quebra-cabeça virtual da Estrela e superar.

Se tinha uma coisa q fez mal tbm foi perceber, depois de terminar o namoro e dela sumir, q eu tava sozinha. Explico: eu tenho amigos e amigas, mas sabe como é, cada um na sua. Só chamam qdo precisam. Então eu descobri um novo eu: sozinha, sem amigos, sem namorada e fudida. E a culpa não era dos meus amigos ausentes... De repente eu me dei conta de q tinha errado era eu, de q eu deveria ter distribuído mais meu tempo entre eles e não só me focado apenas em uma pessoa: a “N”. Senti raiva de mim mesma por isso, e senti mais raiva ainda por saber q eu tinha plena consciência disso! Já conversei isso com ela, mas eu adorava passar meu tempo com ela e fazer T-U-D-O com ela! Esse é um erro q eu sempre busquei não cometer nos meus relacionamentos ((me afastar dos amigos)). Isso me fez rever e enxergar esse ponto ((sobre os amigos)) e ver o qto eu represento na vida deles. Se eles dizem tanto me amar, pq nunca me chamam pra um churrasco, ou pra sair, ou aparecem pra algum enterro na minha família, ou qdo eu tô de cama doente? Pôxa, eu te juro q eu não sou uma pessoa mesquinha, ignorante, mau-educada eu grosseira pra eles não gostarem de mim! Cansei de ser lembrada nos momentos de sufoco dos outros, na hora de resolver um trabalho da faculdade ((e haja meu celular tocar o tempo todo!)), de arrumar emprego pra alguém, de ensinar algo difícil, de ir à casa de alguém resolver alguma coisa... Eu gosto de ajudar e faço isso de coração ((principalmente pra quem merece)), mas foi nessa hora de estar comigo mesma q eu vi q era eu e eu e pronto! Mas não quero culpar a “N” disso, pelo contrário, foi tendo essas reflexões q comprovei mais uma vez quem realmente é amigo pra mim, e dentre muitos é ela: é ela quem vai aos lugares mais sórdidos comigo, quem me acorda de madrugada pra dar remédio de febre, quem me empresta/dá dinheiro qdo não tenho, quem traz surpresas sempre q pode... Como eu pude ter raiva de uma pessoa dessas???

Aproveitei e pensei sobre outros assuntos da minha vida... Lembrei do Dia dos Namorados, como foi uma bosta! Eu passei a semana toda numa boa e justo no dia 12 de junho eu me senti melancólica... Saí da faculdade ((as ruas tava muito vazias)) e fui pra casa pensado em q diabos ela estaria fazendo naquela noite, se tava com algum cara ou com as amigas dela... Fiquei pensando o q eu faria dali pra frente sem ela... Eu pensava: quem mais vai pra uma rave comigo ou me acompanhar nos momentos q eu preciso? Sabe, essas bobagens q fazem vc sentir falta de alguém? Eu tava acostumada a fazer tudo com ela, tudo mesmo. Passamos esses 2 anos grudadas uma na outra quase q diariamente e de repente ela se acha no direito de sumir da minha vida, me excluir da dela e me deixar por fora de tudo. Pôxa, não se faz isso de uma hora pra outra... Apesar de sentir a falta dela, passei a tentar suavizar esse buraco na minha vida conhecendo outras pessoas, mas só na faculdade mesmo, pq não tive coragem nem vontade de entrar em chat algum pra tc e conhecer gente nova pra me relacionar ou até mesmo um rolo simples. Eu tava livre, leve e solta, mas sem ânimo algum em me envolver com ninguém, muito menos mulher. Talvez sim um cara, mas não tinha ninguém na minha lista de espera...

Escrito por GarotaBi às 08h59
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Sábado , 22 de Julho de 2006


COMPLEMENTANDO...

Esqueci de te dizer!

Enqto eu tava com o Marcus* no Posto 7, recebi a seguinte msg via celular:

 

“Não estamos em condições de cobrarmos nada uma para outra mas, se vc quer saber, as coisas não são como vc pensa, ou pelo menos nem tudo eh o q parece ser! Espero q desfrute muito bem esse fim de tarde ao lado do seu amiguinho! O seu humor mudou tão rápido, não foi? Agora entendi o motivo da pressa! Xau!”

 

Era um torpedo da “N” pra mim, exatamente às 17:12h, o q significa plenamente q ela me viu qdo eu tava com ele de um lado da rua e ela do outro com duas meninas.

Fique pasma e tive q disfarçar, mas acho q meu novo “amiguinho” percebeu algo pq eu ri depois q li a msg bem rápido... Por ter lido aquelas palavras, percebi pelo “não estamos em condições de cobrarmos nada uma para outra” q ela tbm tava ficando com alguém, e q eu não podia cobrar dela nem ela de mim.

Odeio qdo sinto q meus devaneios têm razão...

Escrito por GarotaBi às 00h27
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Terça-feira , 18 de Julho de 2006


SUPOSIÇÕES, NADA MAIS DO QUE SUPOSIÇÕES (Parte 3 - final)

Eu nem sabia o nome dele, mas confesso q o papo foi ficando bom. Não era nada parecido com o papo em geral q os caras costumam lançar em cima da gente, aquelas bobagens medievais repetitivas... Parecia q ele era apenas um amigo me acompanhando durante a caminhada. Já perto da praia ((e do bairro)) de Pajuçara, eu decidi voltar pra direção de onde eu tinha vindo, afinal eu não tinha nenhum compromisso naquele dia e não tava afim de voltar pra casa nem tão cedo. Eu bem queria parar em algum metro quadrado ensolarado e me sentar, mas como eu te disse antes, eu não achei meu tão desejado pedaço de chão. Além do mais, não queria q ele se sentasse ao meu lado... Eu queria cansá-lo pra q ele desistisse de ficar me seguindo, pq sinceramente os homens agem da mesma forma: são gentis e depois dão em cima sem sentido, e eu não queria passar por cima de novo. Eu queria q, se ele quisesse ficar comigo, q fosse por me achar legal. E na minha opinião, achar alguém legal leva tempo. Porém, com ele foi diferente: o fulaninho foi legal de cara! Encontrei, pelo caminho, uma colega da faculdade. Por um lado foi bom pq ela me viu acompanhada de um cara — pq nunca mais ninguém me viu acompanhada por lá ((com algum namorado ou rolo)) —, já q ela é um tipo de colega q gosta de fazer “certos comentários interessantes sobre as pessoas”, se é q vc me entende... Continuamos andando e conversando. Vi q nada no mundo ia fazer ele desistir de me acompanhar, pois supostamente não existia nada no mundo q estivesse atrapalhando aquele momento: o papo tava ótimo, o dia agradável e a gente tinha todo o tempo do mundo pra gastar com nós mesmos.

— Qual seu nome, afinal?

— Pôxa, a gente tá aqui conversando faz um tempão e ainda nem te disse meu nome... Marcos*, e o seu?

E foi nesse momento o destino se meteu de novo na minha vida: ao olhar pro rosto dele pra dar a resposta, avistei do outro lado da rua a “N” e mais duas meninas andando na direção contrária ((como quem vai pro bairro e pra praia de Pajuçara)). Não deu pra ver quem eram, até pq eu fiquei embaraçada de parar pra olhar, com vergonha de q ela me olhasse tbm e morrendo de curiosidade de saber quem eram aquelas duas. Ao mesmo tempo fiquei puta da vida, pq eu tinha certeza de q ela ia achar q eu menti dizendo q não tinha encontro nenhum e q momentos depois tava passeando aos sorrisos com um novo cara. Essa foi foda! Continuei andando e respondi a pergunta dele com outro sorriso. Meu corpo todo tava gelado e fiz um esforço tremendo pra q ele não percebesse! Juro, não sei se a “N” me viu ou não... Vai ver ela tava supostamente voltando pra onde o novo suposto amor dela tava ou sei lá o quê ou quem! Como é q eu ia desfazer esse mal-entendido com ela se uma tava brigada com a outra??? Ah, e se tem uma coisa q vc precisa saber sobre mim: qdo eu tô com raiva, please, me dê um tempo pra esfriar a cabeça, caso contrário só vai piorar as coisas! E sei q ela tbm é “meio” esquentada... Ia precisar desse tempo tbm.

Paramos ali no Posto 7 e resolvi sentar numa calçada de frente pro mar. Sinceramente não tinha mais pra onde fugir: quem tava cansada dessa vez era eu! Senti q eu podia rodar o mundo — se eu pudesse — q ele ficaria ali do meu lado. Não q eu esteja chamando ele de grude, mas tava tudo tão bom... Até aquele ponto eu nem queria saber se a gente ia ficar ou não... Eu tinha me esquecido do meu mau-humor, tava sem tédio e fazendo algo q eu nunca mais tinha feito: andar pela praia, conhecer gente nova e paquerar. Não sei de onde tiramos tanta conversa... E por isso tudo eu resolvi relaxar e curtir o momento, parar de impedir as coisas, até q não teve mais pra onde: a noite caiu, o frio chegou e com ele pintou o clima. O Marcos me pediu um beijo ((sinceramente achei isso meio tosco, mas se ele não fizesse isso, talvez até hj a gente estaria conversando)), e foi o q aconteceu...

Sabe, já perdi a conta de qto tempo eu fiquei sem beijar um homem... Sexo então, fazem quase 3 anos, eu acho ((foi com o Silvio*, meu ex-namorado))... Como bissexual, pra mim, isso faz falta, e muita! Às vezes é necessário sentir a presença masculina, o toque, os músculos, tudo aquilo q me lembre um homem. Eu sei q mulher é bom, é lindo, é delicioso, mas só sexo com mulheres não me satisfaz. E se vc é uma mulher e nunca fez sexo com outra, saiba q nem sempre é perfeito ou cheio de tesão; nem sempre acontece “aquele” encaixe... Com homem não: por mais q o pau seja pequeno ou o cara desajeitado, é aquilo dentro daquilo, não tem erro! E depois q eu terminei meu namoro, sei lá, eu senti q não queria me relacionar com mulheres nem tão cedo! Sabe, cansa ficar se escondendo, mentindo, driblando tudo e a todos! Eu queria algo mais leve, algo menos penoso, e aquele momento com aquele mero desconhecido tava sendo isso pra mim. Independente disso, sei lá, me senti como se tivesse sendo observada, como se a “N” a qualquer momento pudesse aparecer bem ali naquela calçada e... Sei lá, se revoltar!

Ainda demorei horas com ele... Tomamos banho de chuva, demos um passeio de carro e depois fomos comer algo. Parecia q a gente se conhecia faz tempo! Ele me tratou como um cavalheiro a noite inteira!!! Não rolou amasso nem sexo, mas eu notei q se eu supostamente estalasse os dedos, a gente iria a qualquer lugar e faria qualquer coisa... Achei q a coisa deveria terminar aqui na porta da minha casa, onde ele fez questão de me trazer. Trocamos telefone ((a pedido dele)) e eu agradeci o resto de dia agradável q ele compartilhou comigo. Não me importava se ele fosse ligar um dia ou se aquilo terminou ali. O importante pra mim foi q aquilo me fez bem, me revitalizou, me pôs pra cima, pq eu tava precisando. Ainda bem q minha mãe não me viu dentro do carro com ele aos beijos, pq não quero de modo algum q ela cante vitória, achando q as milhares de novenas q ela fez em razão da salvação da minha pecaminosa alma tenham dado certo.

Escrito por GarotaBi às 01h00
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Sábado , 01 de Julho de 2006


SUPOSIÇÕES, NADA MAIS DO QUE SUPOSIÇÕES (Parte 2)

Sabe o segundo jogo do Brasil na Copa, dia 18 desse mês? Pois é, ela nem veio pra cá, muito menos me chamou pra onde ela tava, coisa q ela SEMPRE fazia. E o pior de tudo foi q eu falei com ela por tel acho q um dia antes, pq a gente marcou de se encontrar perto da orla pra eu entregar umas coisas pra ela. Ela nem disse nada, não comentou nada. Falou q “ia ver o jogo em casa” e só. Beleza. Assisti ao jogo em casa mesmo.

 Chegou o tal dia em q eu ia lá ver a “N”. Eu tava de mau-humor — péssimo humor, aliás — e ia lá pra entregar um negócio pra ela e só! Ao mesmo tempo, eu queria sentar e conversar com ela, trocar as novidades, matar a saudade. Se não quisesse conversar, eu ia caminhar sozinha sem rumo mesmo. Pra falar a verdade eu tava sem rumo, num tédio da porra, e admito q uma das causas do meu mau-humor eram esses descobrimentos q eu tava fazendo sobre ela. Tomei meu banho, vesti uma roupa legalzinha, botei rímel, batom e fui.

Cheguei na porta da “N” e liguei pra ela. “Tô descendo”, ela disse. Esperei. Esperei. Esperei feito uma idiota. A essa altura meu mau-humor tava alcançando a estratosfera! Deu tanta raiva q deu vontade de deixar as coisas na porta dela e ir embora! Esperei mais 1 minuto, e acredite, sabe por onde ela veio? Pela rua!!! Eu nem acreditei! Primeiro achei q não era ela. Segundo, eu vi q era ela e não quis acreditar. Como raios uma pessoa diz q tá em casa, q tá descendo e vem pela rua, dobrando a esquina??? Esperei q ela chegasse perto pra entregar as coisas pra ela, nem lembro se a abracei de tão cega de raiva q eu tava. Acho q não. Acho q ela tava tão desconcertada ((ou supostamente bêbada, pra variar)) q nem falou comigo direito. Fiquei feito uma babaca com o braço esticado no ar, segurando a sacola pra ela pegar. Ela nem me ouviu direito, simplesmente deu as costas e subiu as escadas dizendo q “eu subisse q ela queria conversar comigo”. Só q eu não tava a fim de conversa. Pelo menos não “essa” suposta conversa babada q ela queria ter. Então ela desceu e ficou me puxando pelo braço, me forçando a ter a tal conversa. Qual era a dela? Vir me acompanhando e conversando agradavelmente, mas não, ela tinha q fazer uma cena de infantoembriagez! Eu me soltei dela e, cansada de ser otária, perguntei “de onde ela tinha vindo e por onde ela tinha ‘descido’ ”, mas ela não respondeu. Perguntei umas 5 vezes e ela fingiu q não me ouvia, apenas ficava tentando me puxar pelo braço.

Aquilo foi me irritando, me irritando... Coloquei as coisas dela num canto da rua e fui andando. Ela me seguiu, perguntando “o q era q eu tinha”. Falei do meu mau-humor ((e fui andando)), disse q “não queria conversar com ninguém, q não ia me demorar mesmo lá, q nem era obrigação minha ter ido levar aquelas coisas, q eu ia andar sem rumo”. E ela perguntou: “Vai se encontrar com quem?”. Eu sabia q ela ia fazer essa pergunta, e respondi rindo ((pq rir é uma reação minha qdo eu me sinto cobrada)): “Pare de fuçar a minha vida!” ((pq eu sei q ela fuça sempre q pode um site de relacionamentos onde eu tenho perfil, e eu realmente tinha convidado um ex-ficante meu — o Felipe* — pra gente se encontrar na orla, mas ele não respondeu)), e continuei andando, mesmo com ela literalmente pendurada no meu pescoço. Ela achava aquilo tudo muito engraçado... Mas teve um momento q ela viu q era sério, e do nada me soltou, dizendo “tchau”. Eu disse “tchau” tbm e continuei andando.

Me vi no meio da rua, sozinha, puta da vida, pensando pra onde eu iria. Eu não ia voltar pra casa e ficar enfurnada o resto dia. Aliás, o dia tava igual a mim: nublado. Mesmo assim, resolvi caminhar, meio q hesitante, mas fui, fui... Fui pensando... Eu não queria q tivesse sido daquele jeito... Se ela tivesse vindo do meu lado, perguntado educadamente o q eu tinha, ou pelo menos ter respondido direito à minha pergunta... Mas não. Ela agiu feito uma bêbada mentirosa e inconseqüente! Pq não foi sincera comigo? Pq não disse “Janine, eu tô ali bebendo com uns amigos”, só. Nem precisava me chamar q eu ia entender, ia sacar o q supostamente estaria rolando, mas ia respeitar. E pq ela sempre vem tentando me controlar ou vigiar meus passos, passando na minha cara q eu tinha um “encontro imaginário”? Foi por essas e outras q eu terminei, por uma das coisas q eu mais conversei com elas nesses 2 anos: homens. Tanto stress pos causa disso e nunca fiquei com outro homem estando comprometida com ela. Engraçado, não?

Tinha tanta gente na rua e eu não encontrava ninguém conhecido! Ninguém q puxasse um assunto banal e me fizesse rir ou pensar em outra coisa, qualquer coisa q me tirasse daquele mau-humor recém inflamado. Eu tentava achar algum pedaço de areia da praia onde eu pudesse sentar... Fui andando, seguindo o sol. Eu queria sentar onde o sol estivesse mais forte, nem q fosse num simples metro quadrado. Continuei andando. Alguma coisa muito bonita chamou minha atenção do outro lado da rua. Parei, tirei os óculos e olhei. Que arrependimento não ter uma máquina fotográfica na bolsa! Parei de olhar, senão eu ia parecer uma doida prostrada no calçadão! Resolvi deixar meus olhos de fora, sem os óculos, com o rosto descoberto. Soltei o cabelo. Eu queria q as pessoas me vissem, me olhassem nos olhos. Queria q alguém me reconhecesse e viesse falar comigo. Ou q simplesmente me olhassem! Olhei novamente pra areia procurando meu metro quadrado ensolarado e não achei... Resolvi seguir em frente qdo dei de cara com alguém q vinha na direção contrária. “Tá sozinha?”, ele perguntou.

Normalmente eu daria o fora num cara desconhecido desses! Incrivelmente num dia de mau-humor eu resolvi sorrir pra ele. Foi sem querer, simplesmente saiu... O cara deu meia-volta e foi me seguindo. Veio do meu lado puxando assunto. Na verdade ele só falava dele, o q me chamou atenção. Deixei q ele falasse ((e andasse)) bem muito, só assim eu me livraria dele, pq a primeira coisa q eu soube sobre ele foi q ele tava cansado, pois já tinha andado muito. Era só questão de tempo...

Escrito por GarotaBi às 00h45
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Quarta-feira , 28 de Junho de 2006


SUPOSIÇÕES, NADA MAIS DO QUE SUPOSIÇÕES (Parte 1)

Não sei o que aconteceu... De umas 2 semanas pra cá, a “N” simplesmente parou de me ligar. Sumiu, se afastou. Antes disso tava tudo bem como vc pode ver no post anterior: ela me ligava, a gente saía, essas coisas de antes. Eu até já tinha conversado com ela sobre ela não dar uma de q vai ser afastar pra esquecer, pq acima de tudo nós somos amigas. Desde q ela saiu daqui ((após os dias q ela ficou)), ela tem se comportado estranho. Vim notando algumas coisas, coisas essas q eu sei q ela tem vergonha de me contar ou por medo da minha reação. Vou te dizer: é a aquela velha história do não ficar com ninguém na frente da outra...

Vou recapitular do começo. A primeira coisa q me incomodou foi logo na primeira semana após o término. Fui numa lan house com ela e passamos horas lá. Ela tava no Messenger, e ria... Depois eu fiquei sabendo, por ela mesma, q ela tava teclando com um cara q ela já conhecia pessoalmente. O babaca é de SP, tava jogando papo pra cima dela, e o pior de tudo era q ela tava aceitando. Mas isso não é o pior. Pior é q eles tavam meio q se namorando via net, e q tavam marcando dele vir pra cá pra Maceió pra finalmente selarem o romance. Lindo, não? Eu não disse nada. Afinal, nem namorada dela mais eu era. E todo dia era isso: ela entrava no Messenger e passava horas com ele. Quando começou isso? Não sei, provavelmente antes do fim do namoro. Talvez ela tenha se sentido ameaçada e procurou garantir algo pra ela. Não tô aqui metendo o pau em ninguém, só tô contando o q aconteceu... Ah, eu ia me esquecendo: de repente ela veio com uma história de ir num show q normalmente ela nunca iria. Depois, por ela mesma, eu descobri o motivo: um “cara lindo” — como ela mesma disse — a convidou pra ir nesse show. O q eu disse? Nada, pois a buceta é dela. Voltando pro tal paulista: por sorte do destino, ele, em cima da hora, não pôde comprar as passagens pra vir pra cá. E não veio. Caso contrário, de uma hora pra outra, eu iria ser apresentado ao novo namorado da minha recentíssima ex-namorada. Talvez não, talvez ela sumisse do mapa como anda fazendo agora, com o medo imaturo de me magoar. Alguém precisa dizer pra ela q eu já levei tapa na cara de homem, e q ouvir q minha ex tá de namorado novo é fichinha, q existem coisas piores na vida, e q eu superei. Odeio quem me superprotege do nada!

Umas 2 semanas se passaram, os 2 babacas supostamente sumiram do mapa — ou pelo menos dos meus ouvidos — e continuamos amigas normais. Só pedi pra ela, nesse meio tempo, q fosse mais sutil com as coisas, q não paquerasse ninguém na minha cara tão descaradamente como ela fez numa tarde em q fomos ver um filme no Shopping Iguatemi. Tá, tudo bem q não somos mais um casal, mas sutileza é bom e eu gosto. Depois de um tempo eu nem ligo, eu sei q a gente tem q seguir cada uma o seu caminho, mas ela sabe q eu ainda sinto algo, q eu ainda sinto ciúme, q eu ainda prezo por respeito. Eu nem sequer reclamei com ela o negócio do tal paulista q ela tava desenrolando** enqto supostamente ainda tava comigo! Eu sou uma otária mesmo! Devia ter escrachado com ela, dito um monte de coisas, mas não! Fiquei calada em nome do “não somos mais namoradas”.

Mais uns dias passaram. Ela ficou de passar aqui em casa. Achei q ia demorar, almoçar, conversar e tal, mas não. Ela apareceu esbaforida, apressada, e qdo fui atender na porta, tinha um carrão parado na rua. Dentro, tinha um cara muito gato ((pelo menos acho q era, se minha visão não falha)) olhando pra dentro da minha casa. Esperei q ele me cumprimentasse de lá mesmo, pq talvez ele fosse algum amigo dela q eu já conhecesse, mas não. Deve ter sido o tal gato q ela falou ((o do show)). Supostamente, lógico. Entrei, não perguntei nada. Ela pegou o q tinha q pegar e foi embora feito um raio. Depois desse tempo, os telefonemas foram diminuindo. Se antes a gente se falava praticamente todo dia, passou a ser raro. Lembro de umas das últimas vezes q a gente se falou foi sobre uma notícia boa q ela tinha me dado ((coisa dela)). Conversamos muito. Comentei com ela sobre uns DVDs novos q eu tinha em e ela me confessou q tinha visto O Código Da Vinci no cinema. Detalhe: a gente tinha ido assistir esse filme juntas, mas eu desisti de entrar na porta do cinema pq tava tarde. Então, com quem ela foi? Ela não disse. Continuei juntando as peças: paulista + gato + poucos telefonemas = aí tem! E essa matemática não acabou. De uns dias pra cá ela parou mesmo de me ligar, mesmo! Eu fico achando tudo isso uma tremenda babaquice, pq se ela tiver me evitando pra me esquecer, me poupe!

Outros dados matemáticos: ela passou a andar com uma menina q eu não gosto, uma sacana q eu até comentei aqui sobre ela ((q tinha feito uma sacanagem comigo e q envolveu a “N”, e q mesmo assim ela insiste em ser amiga dessa menina)). Ela é mais nova amiga de infância da minha ex-namorada! Dia desses a mãe da “N” me ligou pra perguntar se eu tinha o telefone da Sacana, pq “ela ((a mãe)) tava ligando pra filha e a filha não atendia, e ela sabia q a filha tava com a Sacana e queria o telefone dela pra tentar”. Ah, eu fiquei tão puta da vida! Por um segundo eu quis explodir, mas respirei fundo e disse q “não tinha o telefone não, até pq eu nem tinha amizade com a tal fulana”, e desliguei. E continuando: sem querer, fui num site onde a “N” tem um perfil e li numa msg deixada pela Sacana algo sobre a “N” estar amando. Suposição? Ou aquela puta supostamente deixou aquela msg de propósito pra eu ler, eu não sei. Só sei q as duas estão andando juntas, e trocando confidências entre si. Deixei outra msg pra “N”, bem normal, e no final deixei algo pra ela notar q eu não sou boba, q ela me esconde as coisas, mas q eu saco no ar. Eu tô puta da vida!!!

Pq ela me esconde essas coisas? Eu sou amiga ou um monte de merda? Eu dediquei 2 anos da minha vida pra ela, diariamente, e é isso q me sobra? Eu não tô esperando q ela me ame pra sempre, mas q pelo menos considere a minha amizade. Ela tem todo direito de namorar, fuder com quem quiser, andar com quem quiser, mas daí me excluir da vida dela? Sei não...

 ((**DESENROLANDO: Paquerando))

Escrito por GarotaBi às 00h48
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Domingo , 25 de Junho de 2006


UM NOVO RECOMEÇO

Nem sei o q dizer... Faz tanto tempo q não venho aqui... Não deixei de vir por falta de assunto, mas foi mais por falta de tempo, de ter a cabeça cheia de coisas ((pequenos prós e compromissos)). É bom demais ter a cabeça ocupada num momento desses, pois a gente esquece um pouco de certas coisas, vai simplesmente vivendo um dia de cada vez e continuando.

Desde a última vez q escrevi aconteceram poucas, porém significativas coisas. E vc sabe, se é significativo, eu conto aqui. No momento eu to numa fase de tédio, pois as coisas q ocupavam minha cabeça se foram por um momento. De repente eu olhei em volta e me deparei com um mundo q me cercava, mas q eu não consegui enxergar. Um mundo cor de cinza, de poucos amigos, cheio de pessoas sem confiança e muitas ribanceiras. O legal disso tudo é q eu vou procurando me desviar dessas pedras do caminho: tô fazendo novos amigos na facul, aprendendo a olhar em volta ((e paquerar)), rindo por qualquer coisa ((é ótimo rir)) e tentando aceitar as coisas q não são modificáveis. Um exemplo delas? Minha mãe.

Simplesmente desisti. Desisti de tentar entender a cabeça dela, de saber o q ela pensa sobre mim ((e sobre a minha bissexualidade)), e o q ela sabe. O motivo? Descobri q ela não sabe nada sobre nada, q ela me suporta pq sou filha dela e q nem ela mesma sabe definir o q ela acha sobre as coisas. Como eu descobri isso? Tive uma conversa com ela uns 25 dias depois q terminei o namoro com a “N” ((naquela época em que escrevi o post acima)). Minha ex-namorada — nossa, nunca falei isso — passou uns dias aqui em casa, foi ótimo. Rimos muito, conversamos muito — e não ficamos mais. Uma boa maneira de se desligar das coisas. E numa noite dessas ela foi dar uma volta com meu irmão e eu aproveitei pra conversar com minha mãe. Sabe qdo vc tem q arrancar um dente e fica com medo? Então, fui lá e simplesmente “arranquei” o dente. Eu precisava conversar de mulher pra mulher com ela, esclarecer umas coisas e tirar umas dúvidas, até mesmo pra quebrar esse gelo que existe, pq ela nunca toca no assunto, ela nunca pergunta como eu tô, ela nunca, nunca, nunca. De cara eu perguntei se a “N” podia morar aqui ((sim, foi isso que vc leu)). Ela não fez nenhuma cara estranha, só lançou aquele olhar do tipo “você vai morar com a sua mulher dentro da minha casa?”. E eu disse logo: “Não tô mais namorando ela”. “Há qto tempo?”, ela perguntou. “Umas duas semanas”, respondi, errando na contagem. Pronto. Duas semanas não são nada na cabeça dela! “Duas semanas, Janine?”. Pelo visto ela não acreditou em mim, não. Até pq ela notou q o tratamento entre mim e a “N” tava o mesmo, lógico! Só pq eu terminei não significa q eu vou ignorar a menina de uma hora pra outra!

Bem, mas não tô aqui pra contar tooooda a conversa, até pq minha mãe é mestra em desconversar! Ela só deixou a “N” passar uns dias aqui. E perguntou ainda pq a gente tinha terminado. Pronto, aí doeu! Eu respirei fundo e tentei falar de assunto q nem eu mesma falei pro meu espelho. Um assunto do qual eu nem conseguia pensar, encarar, desenhar ou sonhar. Mas como tudo na vida é sacrifício, eu tentei. Tentei, mesmo sabendo q tava falando pra uma parede. “Sei lá, mãe, é tanta coisa...”. Eu tentava pensar e reunir 9 palavras pra explicar: “Desgastou”. E ela me olhou surpresa como quem diz “mas era tanto amor!!!”. Continuei: “É o preconceito das pessoas, é sair pros cantos e não poder se beijar nem pegar na mão, é tanta coisa... Desgastou”. E foi aí q ela me virou a cara com ares de superioridade e disse: “Pelo menos é um alívio”. “Alívio pra quem???”, perguntei. “Pra todo mundo! Janine, tem coisas q a gente tem deixar de lado. Por mais q a gente não ache, no final a gente tem q prestar contas pra sociedade!”. Eu fiquei pasma! E disse: “Alívio pra vc! Ninguém lá fora sabe da minha vida, e depois daquela fofoca q a Joana* ((nossa vizinha)) disse, eu não ligo mais! Aquilo foi maldade, uma fofoca mal feita e vc deu valor à ela! Vc devia ficar do meu lado, devia perguntar se eu tô bem ou se eu tô feliz, mas vc prefere dar valor a uma sociedade q nunca veio aqui na porta lhe dar um R$ 1,00!”. E ela olhou pra mim e deu o golpe de misericórdia: “Mas vc não parece estar mal...”. E eu respondi: “Será?”. Ela simplesmente deu aquela virada de rosto de rainha e disse: “A conversa acabou, eu tenho q terminar umas coisas...”.

Que foi q eu disse q ela era mestra em desconversar?

E eu saí da sala com o rabo entre as pernas e com uma faca cravada no peito. E desse dia em diante o botei os pés no chão em relação a ela. Tô triste, triste mesmo, mas agora eu sei o q ela pensa. Agora eu sei no q ela acredita. Sei q qdo eu estiver numa batalha, ela não vai pular na minha frente pra me proteger de uma bala. Isso me fez analisar o comportamento dela desde a época da minha infância, e eu relembrei q em vários momentos cruciais da nossa vida, ela foi negligente. Negligência é a palavra.

Eu tinha feito uns downloads de coisas sobre homossexualidade, sobre Deus e preconceito, etc. Havia uns vídeos, uns textos, várias coisas. Eu tinha feito isso pra um dia mostrar tudo pra minha mãe, pra q ela buscasse entender as coisas na ótica dela, e não na de um padre ou mesmo da sociedade hipócrita em q vivemos. Pois não adianta dizer q se entende de uma coisa sem nunca ter conhecido nada sobre ela. É a tal história: eu nunca comi jenipapo, mas sei q não gosto. Isso é só uma suposição! E se eu comer, o q muda? O q continua?

Pra terminar esse post, uma piada. Aconteceu essa semana. Eu tava vendo TV com minha mãe e passou uma parada gay, não sei em q cidade. Tinha uma faixa no desfile que dizia algo contra a homofobia. Era essa a palavra: HOMOFOBIA. Ela perguntou bem alto: “O que é homofobia????”.

Entendeu a piada ou quer q eu explique?

Escrito por GarotaBi às 15h18
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Sexta-feira , 12 de Maio de 2006


CAROL,

Mil perdões pela demora, mas acabei de ler seus dois e-mails em resposta ao meu. Não sei se vc já sabe, mas o relacionamento acabou...

Sinceramente não sei se mesmo lendo seu e-mail na época em q  vc mandou, isso se resolveria. Não tô dizendo q não valeu, q não foi uma boa... Valeu sim, pois eu admiro a forma como pessoas como vc me conquistam, sem ter q precisar mandar um e-mail mega-curto tentando entrar na minha vida...

Foi inevitável. Infelizmente eu perdi essa mulher maravilhosa q passou 2 bem vivido anos comigo. Admito q fracassei no final, mas não foi por intenção... Vc acha q eu deixaria uma pessoa como ela sair da minha vida sem um grande motivo? Não... Eu escrevi aqui o q aconteceu, escrevi por alto pq ainda tô processando as idéias, ainda tô me acostumando com isso... Não deixei de amar a "N" não, mas não posso prometer q voltarei pra ela... Tbm nunca vou dizer q nada pode voltar a dar certo, pois só quem sabe é Deus... Ele sabe tbm a batalha q eu tenho pela frente, tanto pelos problemas q eu me deparo agora como pela absorção dessa minha nova etapa.

Sabe onde ela tá agora? Aqui atrás de mim, dormindo. Fomos ao cinema, comemos exageradamente, rimos muito! Na noite anterior eu passei com ela, dormimos agarradas como antes... Não, não voltamos. Não, não estamos com amizade colorida. Não, não evitamos falar do assunto, pois falar sobre ele ajuda a enxergar melhor o caminho e a entender tudo isso. Não, não tô fazendo isso só pra ela se desacostumar aos poucos comigo, e sim pq o q sentimos, pelo carinho q temos, pela companhia agradável q somos uma pra outra.

Não, não quero falar muito sobre isso ainda...

Mesmo assim eu agradeço sua atenção, preocupação e carinho. Eu sei q vc deve tá sentindo como se fosse evitar alguém de se matar e qdo chegou bem pertinho, esse alguém cometeu o tal erro, e vc fica se sentindo uma fracassada... Mas o q eu sinto por vc é agradecimento e carinho, e por todos aqueles q deram força a mim e a uma das mulheres mais incríveis q conheci! Pra mim, e pra ela, ainda vai ser imprescindível essa ajuda, esses pitacos q vcs tanto têm vergonha de dar, mas q fazem uma diferença danada pra mim...

Vou indo, na esperança q as coisas melhorem, q as barreiras sejam derrubadas e q a felicidade impere, mas pra isso, terei q lutar muito. Então, me deseje força!

Mais uma vez, obrigada! Paz de Cristo!

Escrito por GarotaBi às 01h49
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Domingo , 07 de Maio de 2006


TODO COMEÇO TEM UM FIM. MAS SERÁ QUE TODO FIM TEM UM RECOMEÇO?

Terminei meu relacionamento com a “N” há 4 dias atrás...

Sei o q vc tá pensando... Foi difícil pra mim, pra ela também, mas teve q ser assim. Aconteceu na quarta à noite, na rua, encostadas num muro. Foi uma conversa fora de hora, uma conversa q eu não queria q tivesse acontecido, q eu evitei ao máximo pq eu não tava preparada pra tê-la! Eu evitei o qto pude, mas ela sentia o clima e aconteceu.

Passei o mês anterior toso sem escrever. Sabe pq? Eu simplesmente não conseguia! Eu ia até te avisar q toda vez q eu sumir assim, ou é preguiça ((falta de inspiração)) ou é algum probleminha... Nesse caso foi esse problema. Não q e ELA seja um problema pra mim, nunca foi, mas o q aconteceu nesses dias q eu estive ausente eu mesma nem sei explicar.

Acredite, desde o dia 18 de março ((dia da última postagem)) eu nem sequer visitei meu blog! Nem sei mais quantos comentários tem, nem quantas visitas fizeram desde q eu saí... Me lembro do meu humor: “GarotaBi com raiva de irmã”, ou algo assim... Fui incapaz de escrever todos esses dias, fui incapaz de encarar uma simples página da internet... Pq? Pq eu não consigo! Pq se eu sentasse pra escrever eu teria q encarar todo os meus demônios. Talvez não sejam tão meus, mas talvez sejam os q me cercam. Demônios vestidos em pele de gente, cheios de preconceito, de comentários maldosos...

Sabe qdo vc se encontra no fundo de um poço bem fundo, mas fundo mesmo, e lentamente vc vai escalando pedra por pedra ((caindo às vezes)), mas vê q consegue subir pouco há pouco? Sabe qdo vc chega lá em cima, depois de ver a luz ((uma pequena fresta de luz)) e se sente forte pra prosseguir? Sabe o q é sentir tudo isso e, sem sentido algum vc simplesmente escorregar e cair de volta pro fundo? É assim q me sinto... Sabe aquele garota q vc viu crescer em 2 longos anos como pessoa, q vc viu viver experiências boas e ruins — nem gosto de usar essa palavras pq coisa ruim pra mim passa, e se ela passa, eu esqueço —, q lutou pra seguir em frente e q tava conseguindo? Essa garota fracassou. Essa garota, de repente, perdeu o sentido das coisas e se deixou levar pela insegurança q há séculos ela pensou ter deixado pra trás... Ela voltou a ser aquela garota uns 17 anos q ela era, cheias de dúvidas e perguntas, totalmente sem rumo e sem saber por onde começar... Essa garota sou eu!

No dia 3 deste mês eu fiz umas das maiores besteiras da minha vida: deixei ir embora a mulher q eu amo. Mas deixei q ela fosse embora ciente disso, ciente dos meus demônios e dos resultados q eles me causam. Fiquei ciente q eu tenho uma guerra pela frente, e q as guerras são feitas de inúmeras batalhas. Sei q não tô sozinha nessa pq eu ainda a tenho, minha amiga “N”. É difícil saber q eu não vou usar mais a aliança, q daqui pra frente eu vou lembrar dela em pequenas coisas do dia-a-dia. Mas saiba q a única coisa q mudou foi q a gente não se beija mais, q a gente não faz mais amor, q a gente vai ter q pôr o ciúme no chão... E eu não a deixei por outra, nem por outro. Eu a deixei por problemas pessoais relacionados à minha sexualidade. Aliás, deixe q eu corrija, mas o problema não é a minha bissexualidade, o problema mesmo é o preconceito das pessoas. Eu simplesmente me bloqueei, perdi a razão das coisas, não consigo dar um passo sequer, nem viver minha vida... Cansei de fingir, de não pegar mais na mão dela, de ir às boates gays e fingir q somos amigas, de controlar minhas emoções, de fingir, fingir, fingir... Fingi tanto, simulei tanto q hj não sei mas quem sou, perdi o controle sobre isso, me confundo tentando saber se eu fingi ou se fiz por querer e acabei aprendendo a podar minhas demonstrações de afeto e amor por ela. Nunca mais fizemos amor, nunca mais ficamos só nós duas nos olhando nos olhos. Aquele relacionamento virou amizade pq eu travei total, eu não consigo mais fazer amor com ela, e eu não consigo beijá-la como antes pq eu não consigo ver nela a mulher q eu vi... Minha cabeça deu um nó e eu tive q fazer isso. Eu preciso encontrar o meu ritmo, meu momento. Preciso me abrir, me assumir, falar pra minha família quem eu sou e preciso conquistar o respeito deles.

Já conversei com a “N” algumas vezes sobre isso, e chegamos à conclusão de q é necessária a ajuda de um psicólogo, pq eu realmente não vou fazer mais nada da minha vida se eu continuara assim! Eu preciso tirar essa máscara, preciso me sentir na minha própria pele, preciso fazer as coisas cada uma a seu tempo e estando com outra pessoa eu me sinto pressionada a entrar no tempo dela. Fica sempre aquela cobrança na minha cabeça de q eu preciso correr pq a outra pessoa precisa de mim, pq a outra pessoa vai se magoar, pq a outra pessoa, sempre a outra pessoa... Não quero passar aqui por egoísta, mas vc deve perceber q se eu dei esse passo tão sofrido, é pq o negócio é grave. Em breve conversaremos com minha mãe ((q nem sabe disso ainda)) pra a partir daí procurar ajuda. Eu preciso me abrir, procurar ajuda especializada pq só isso aqui não resolve! O blog ajudou muito, me fez crescer demais, mas agora eu tenho q trabalhar em grupo, eu tenho q modificar a cabeça das pessoas q estão atrás dessa tela q vc está lendo e q estão aqui a minha volta. Preciso q minha família entenda quem eu sou e pa sou assim e q sou feliz assim. A infelicidade é causada apenas pelo preconceito alheio, disso não tenho dúvida.

Quanto a “N”, ela tá passando por essa fase difícil, mas o mesmo ritmo entre nós continua. Teve q ser assim pra eu não machucá-la mais e fazer ela esperar mais sei lá quanto tempo... Ela vem aqui hj, vem dormir aqui. Ontem nós rimos muito tc pelo MSN Messenger e foi bom pq ela chorou, mas foi de alegria com as minhas bobagens... Já marcamos de ir ao cinema daqui a alguns dias. Tudo vai continuar como era: uma apoiando a outra. Sobre voltar ou não, isso, só o tempo dirá.

Escrito por GarotaBi às 12h46
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Sábado , 18 de Março de 2006


RESUMO DE MIM MESMA

Ana Carolina em show realizado no Ginásio do SESI de Maceió, em 16 de março de 2006.Uma vez uma leitora me perguntou com q música eu me resumiria minha vida. Nem lembro mais quem foi... Não consegui responder a esse pergunta pq minha vida já foi tão bem vivida, tão grandemente feliz, tão esquecidamente amarga, tão refletida e observada, tão pausada, tão acelerada... Mas só na quinta-feira/16 foi q eu tive uma luz... Foi qdo uma mulher chamada Ana Carolina cantou bem na minha frente o resumo da minha vida. Não tanto da minha vida, mas o momento, o resumo da minha essência, do meu amor e daquilo q me faz seguir adiante. Escutei a letra palavra por palavra, como nunca tinha ouvido antes, como se fosse uma cigana me descrevendo. Chorei, feliz, de mãos dadas à mulher q eu amo. E o mais interessante de tudo é q essa música é a q marca minha união com ela, e chama-se “Encostar na tua”.

Eu sei q é difícil viver assim em cima do muro. Demorei pra escrever esses dias por pura confusão, não com ela, mas comigo mesma. Apesar de feliz, me senti perdida e em retrocesso, qdo na verdade deveria ser contrário. Eu me cobrei perfeição qdo eu sei q isso não é possível. Foi como eu citei pra alguém do Orkut num scrap: “...muita gente me critica pq acha q eu tenho a receita do bolo, a resposta pra TUDO, qdo na verdade eu busquei dentro de mim as respostas pra esse quebra-cabeça de 1 milhão de peças. Eu ainda tô aprendendo, sabe? As pessoas precisam notar isso. Precisam ter paciência comigo da mesma forma como a ‘N’ tem e eu tbm tento ter. Cada dia é uma nova etapa”. Eu sei q o caminho é longo e cheio de pedras, e vou andando com ela de mãos dadas, tropeçando e caindo muita mais do q vc vê, mas sempre me erguendo e andando. Não sei onde vou parar, pq não depende só de mim. Apenas vou devagar e sempre.

 

ENCOSTAR NA TUA

Eu quero te roubar pra mim / Eu que não sei pedir nada / Meu caminho é meio perdido / Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar / Minha procura por si só / Já era o que eu queria achar / Quando você chama meu nome / Eu que também não sei aonde estou / Pra mim que tudo era saudade / Agora seja lá o que for
Eu só quero saber em qual rua / Minha vida vai encostar na tua
Que saiba que forte eu sei chegar / Mesmo se eu perder o rumo / Mas saiba que forte eu sei chegar / Se for preciso eu sumo
Eu só quero saber em qual rua / Minha vida vai encostar na tua

Escrito por GarotaBi às 23h58
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Quarta-feira , 08 de Março de 2006


DESENTENDIMENTO NA RELAÇÃO. DE QUEM É A CULPA? (Parte 2 - Final)

Ah, isso ela não vê: as pessoas sacanas. Se isso tivesse acontecido comigo, a “N” tinha perdido a cabeça e feito um drama! Tem outra fulaninha com quem ela insiste em manter amizade ((e a fulaninha insiste em manter a amizade com ela)), por mais q eu não goste. Tbm não gosto de mandar as pessoas terminarem uma amizade q ME incomoda, nada a ver isso, mas essa fulana fez por onde sabotar meu ((na época)) namoro com a “N”. Pôxa, eu terminei minha amizade com o Silvo* pq eu vi q ele é uma ameaça pro meu relacionamento com a “N” — ele aprontou uma q eu nem te contei, q por pouco meu namoro terminou por isso —, então pq ela na pode se afastar dessa malandra???

O relacionamento entre duas mulheres é diferente, é complicado. Nem mesmo as lésbicas entendem perfeitamente o namoro entre duas bissexuais**! Não quero desmerecer os comentários aqui deixados, mas é inquietante pra mim ver coisas do tipo “deixa os homens pra lá e fique com ela”, etc. Sim, eu amo essa mulher, isso é certo, mas tanto eu como ela ((q tbm é bissexual)) tem essa necessidade/atração por homens. Vai ser assim pra todo o sempre. Elas, as lésbicas, não entendem isso. Já criei uma discussão num grupo do Yahoo ((dedicado às lésbicas)) por causa disso, porque da mesma forma q existe o preconceito dos héteros pelos GLBT, tbm existe dos GLBT pelos héteros ((Repito: não tô generalizando, nem todo mundo age assim, mas q existe, existe)). Isso é inadmissível!!! A gente luta contra o preconceito, mas acaba agindo como “eles”! Contra eles e contra os próprios bissexuais, pois tem gente q acha q bissexual é “o hétero confuso”, “o gay q não se decide”. Assim como as cores e as pessoas possuem bilhares de variações, a sexualidade tbm possui, e todas variações devem sim ser respeitadas, assim como meus desejos e os da “N” por homens.

Pense comigo em algo q só essa semana eu me dei conta: vc diz q eu devo esquecer tudo ((os homens)) e ficar só com ela. Ok. Mas lembre-se: eu sou bissexual. Agora imagine se esse namoro ((q já tem quase 2 anos)) se prolongue de uma forma q vire uma relacionamento eterno, ou seja, q a gente “case”, more juntas, construa tudo juntas, etc. Agora eu te pergunto: vc já imaginou se eu siguir esse seu conselho de “esquecer tudo” pra sempre e abafe eternamente esse meu lado 50% atraída por homens? Já pensou eu pedir pra “N” abafar esse lado dela tbm? Iríamos virar lésbicas sem sermos verdadeiramente uma! Como eu já disse aqui várias vezes, eu A-DO-RA-RI-A ter nascido lésbica, pois seria tão mais fácil... A gente não pode abafar o q a gente é senão fica infeliz! E eu odiaria passar o resto da vida ((ou anos apenas)) escondendo de mim algo q eu sou! Eu gosto de homens e gosto de mulheres! Mas da mesma forma q eu me acho meio dividida agora entre querer o Gabriel* e a “N” ao mesmo tempo, as lésbicas tbm se sentem divididas entre uma mulher e outra, os héteros tbm ficam divididos entre dois homens ((ou entre duas mulheres))... Isso é normal! Eu mesma já fiquei dividida entre dois homens, e olhe q foi bem mais difícil do q isso q eu tô passando! E sabe pq? Pq eu tinha q decidir com quem ficar, ou seja, se escolhesse um ((por quem eu era apaixonada)), tinha q abrir mão do outro ((a quem eu amava)), ou vice-e-versa. Com a “N” é diferente pq eu não pretendo abandonar ninguém, nem tenho q escolher entre ninguém! Apenas vou saciar uma vontade da forma mais simples possível ((sem sexo nem sentimentos)) e depois voltar pra ela. Pensar dessa forma me ajudou tanto! Vc me entende? Esse pouquinho q eu te conto agora fez parte do muito q eu passo. Portanto é de certo injusto q eu pareça a desencaminhada da relação. Eu amo muito minha noiva, e não troco minha relação com ela por nada, a não ser q um dia o amor acabe! A gente já passou por tanta coisa, vc mesmo viu, e superamos muitas delas, mas se tem uma q perdura é essa discordância sobre ficar com homens ou não. Como eu já disse, isso já tinha sido conversado, apenas não resolvido por um todo. Eu até vejo as coisas por outro ângulo, como por exemplo “poderia ser pior”: se eu quisesse ficar com outras mulheres; se eu quisesse namorar outros homens; se eu tivesse apaixonada ((e deixá-la)) por alguém; se eu quisesse ter um relacionamento abertíssimo, mas não! Ela mesma já me propôs sexo a três com outra garota por quem EU SEI Q ELA SENTE ATRAÇÃO, mas eu não quis por vários motivos — muito menos fiz escândalo por isso —, e o principal deles foi pq EU não me sentiria à vontade... Já fiz sexo com duas pessoas, foi legal, mas não faz parte da minha lista de prioridades sexuais. Por outro lado eu TENHO q entender q a “N” precisa disso pelo fato de q ela tem bem menos experiência sexual do q eu. Pôxa, por mais q eu tente ela ainda é tecnicamente virgem! Ela tbm sente atração por homens, ela tbm tem vontade de provar sexo a três, de sei-lá-mais-o-quê! Se eu entendo? Entendo, sim! Se eu respeito? Lógico! Só não faço pq, além da falta de vontade, Maceió é do tamanho da cabeça de um alfinete, e fazer isso teria q, no mínimo, ser com alguém ultraconfiável. Qdo eu fiz isso foi com alguém q eu tinha uma relação fixa, nada mais. Eu nunca pegaria qualquer pessoa por aí pra satisfazer minhas necessidades. Até mesmo qdo eu buscava uma parceira, eu me arriscava — pq afinal vc nunca sabe quem é a pessoa na verdade —, mas sempre minha intenção era de relacionamento sério, nunca aventura. Mas com a “N” é diferente, ela precisa disso, precisa viver a vida e quem sou eu pra impedir ela de viver? Uma coisa eu digo pra ela: “Assuma as suas responsabilidades. Certas escolhas têm resultados ruins. E tudo o q vc faz, faz em seu nome e no meu”.

Todos esses dias ((do início de janeiro)) eu fiquei sufocada. Eu odeio ser cobrada num relacionamento! Precisava conversar com alguém, desabafar, chutar uma lata, esmurrar um saco. Odeio ser podava, privada de ser quem eu sou. E numa semana dessas ((de janeiro)) ela apareceu aqui com a Pedro. Ela tava mal... Dor-de-cabeça, sabe? Entrei no carro e fomos levar ela em casa. Na volta eu desabafei com ele. Falei disso tudo aí q vc leu nesses dois últimos posts. Ele disse tbm: “Conversem; se acertem!”. Lógico. Falar só pra ele não adiantaria. Tinha q falar pra ela. E pra mim, tava marcado: da semana seguinte não passaria!

((** Deixo claro q a citação dessa frase não é uma generalização do fato, ou seja, mesmo q a maioria das lésbicas não entenda certas decisões de um relacionamento bissexual, outras, no entanto, entendem.))

Escrito por GarotaBi às 23h15
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Sexta-feira , 24 de Fevereiro de 2006


DESENTENDIMENTO NA RELAÇÃO. DE QUEM É A CULPA? (Parte 1)

Os novos dias do novo ano tinham começado, e novos “problemas” haviam surgido. Ou melhor, reaparecido. A tensão não começava e terminava só por causa do Gabriel*, mas também continuava por causa do Felipe*, um ex-ficante meu ((leia mais clicando aqui)) com quem eu quase namorei um dia. Além do amigo da “N”, havia também esse aí, q ultimamente voltou a dar o ar da graça, a me mandar e-mails e a me ligar quase q todos os dias. Eu adoro o Felipe, mesmo. Foi um cara pelo qual o me encantei na época, mas q por outros motivos o destino não deixou q terminássemos juntos. Hj eu ainda tenho um certo carinho por ele, uma amizade sincera com uma certa dose de atração. Porém, como eu já disse, existem coisas q não pra ser ou acontecer: se ele tivesse 10 anos a mais, quem sabe...

Eu não tava nem um pouco preocupada com isso... Da mesma forma como eu não me sinto perigosamente atraída pelo Gabriel, também não me sinto pelo Felipe. Já a “N” pensa e sente o contrário: ela acha q essa minha mera vontade de dar uns beijos é o fim do mundo! Sei q vc também sente isso, pq li os comentários deixados aqui no blog. Se por um lado eu os entendi, por outro senti um pouco de... ((pausa pra pensar)) ...de desapontamento, pq por mais q eu explicasse, o q escrevi aqui foi levado muito radicalmente contra. Não q eu queira desvalorizar a sua opinião, mas eu sou muito sensata no q faço e procuro sempre pensar o suficiente pra não errar — lembrando q todo mundo é humano, e eu também —, e se tomei essa decisão não foi por egoísmo, por achar q minha necessidade é maior do q a dela... Necessidade essa ((minha)) q eu vejo e considero como biológica, física e psicológica em ESTAR com homens, BEIJAR homens, LEMBRAR como é isso. Não é nada no campo afetivo, pq se tem uma coisa q eu posso te garantir com a maior sinceridade é q não existe ninguém por que eu esteja apaixonada além da minha noiva!

Se cheguei a esse ponto, foi por diversos motivos. Além do mais, nada disso é novidade pra ela, pq isso já foi exaustivamente conversado — porém não suficientemente. Eu sei das minhas capacidades e limitações como ser humano. EU SEI. Sei também de coisas q vc não sabe, como por exemplo, algumas bem interessantes q me aconteceram e por falta de oportunidade eu não escrevi aqui. Coisas q eu venho passando e q também me tiram do sério. E sabe de quem essas coisas vêm? Da “N”! Também não tô querendo jogar a culpa nela, mas nós duas conversamos lá pelo final do ano passado sobre isso, sobre coisas q eu não fazia pra ela, mas q ela fazia pra mim... Vc pode até achar pouca coisa, pode até achar q é bobagem, mas pra mim não: falar incessantemente sobre a ex-namorada, falar incessantemente sobre ex-namorado, falar incessantemente das meninas q paqueram ela na facul, contar incessantemente q foi beijada por fulana ou por sicrano, essas coisas, assim, cuspindo na minha cara! Tudo bem q somos amigas além de tudo e uma conta tudo pra outra, mas daí abusar disso???

Dia desses eu pedi a ela: “Pára de falar desse teu ex-namorado q isso me enche o saco!”, só isso. Sabe o q ela fez? Uns 3 dias depois, qdo eu tava na casa dela, ela começou a me contar ((de novo)) como o conheceu, e falou tudinho, desde o princípio, dia após dias, até o fim do namoro — como se eu não soubesse — e apesar da minha cara de entojo e do meu intrigante silêncio, ela continuou com aquilo minuto a minuto. Please!!!

Veja meus ex-namorados e namorada: ela soube da Louyse* apenas o q deveria saber — até pq eu tinha o relacionamento limitado com a mesma —; sobre o Felipe, o Henrique*, o Fred* e outros, falei o essencial; o Silvio* ela sabe de tudo e até parou de ler meu blog uma época dessa pq não se sentia bem ao ler minhas memórias passadas sobre o relacionamento q tive com ele. Tudo isso é passado e o passado pertence a Deus! Foi bom o qto durou, mas eu superei, sabe? Pra quê ficar falando sobre isso o tempo todo??? Mas ela não! Ela fala demais desses fantasmas!!! Eu até respeito a amizade q ela tem com eles, mas parece até q ela sente falta deles e dela!!! Pôxa, eu sempre respeitei qdo ela me falava do passado dela... Às vezes eu ficava chocada com certas coisas q ela contava, pq contava tarde demais, tipo já estar comigo e sair com um cara, levar ele pra mesma cama onde fez amor comigo pela primeira vez. E depois me contar! Pôrra, isso dói de ouvir!

Exatamente há um ano atrás ela tava bem aqui em casa qdo de repente disse pra mim q “tinha ficado com um cara”, assim, na lata! E qdo ela nota q eu vou apenas trocar uns beijos com um cara ((sem ser na frente dela, diga-se de passagem)), ela fica deprê??? Lógico, eu fico P d vida também qdo ela me diz essas coisas, e o problema todo é q ela é muito boazinha pra dar um chega pra lá em alguém. Inclusive tem uma — dentre as milhares — garota aqui da cidade q tá louquinha por ela, e essa garota não cansa de dar investidas, mesmo sabendo q a “N” tem um compromisso sério comigo. Já vi os e-mail da “N” e as msgs q essa individua manda pra ela: são fotos picantes, msgs insinuantes, tudo, mas tudo mesmo ligado á sexo. Até no Messenger essa danada não dá trégua! Pra completar, há uns dias atrás a “N” tava tc aqui no meu computador, e essa megera ficou on line, e mesmo sabendo q a “N” tava aqui na minha casa, a filha da mãe deu o bote! Pôrra, eu já tinha conversado com a “N” sobre isso ((e muito mais)), pra ela dar um fim nisso, pra ela parar de dar mole com essa gente, mas vi nesse dia q não teve jeito: qdo eu vi as msgs instantâneas, prontamente tomei de volta O MEU TECLADO do MEU COMPUTADOR e respondi aquela vagabunda! Como não gosto de baixaria, fui fina, elegante, porém certeira. Fiz o q a “N” devia ter feito muito antes. Pronto! Nunca mais ela se mete comigo...

Escrito por GarotaBi às 23h31
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Quarta-feira , 15 de Fevereiro de 2006


OS DIAS SEGUINTES: SEGUNDA METADE DE DEZEMBRO (Parte 3 - Final)

A manhã seguinte foi péssima! A “N” simplesmente passou a manhã toda sem me dirigir uma palavra sequer. Pôrra, era véspera de Natal, tava marcado pra nós duas irmos pra minha casa e, mais tarde, pra tal festa pela qual eu tinha esperado ansiosamente e ela fez com q meu dia começasse daquele jeito. Ela sabia q eu tinha combinado de sair logo depois de acordar, e foi isso q fiz: levantei, comi, arrumei minhas coisas e... Nada. Nem uma palavra. Eu tava puta da vida, não por ela me fazer uma dessa em pleno Natal pq eu não ligo pra essas coisas, mas por ela me deixar com interrogação acima da cabeça sobre ir ou não à tal festa comigo... Também fiquei chateada pq não queria acreditar q ela tinha tomado uma atitude extremamente infantil de deixar de falar comigo por causa do q havia acontecido na noite anterior, q foi o telefonema do Gabriel*! Aliás, nem isso: seria mais pela minha aceitação ((leia-se EMPOLGAÇÃO)) caso ele tivesse ido à casa dela pra ficar comigo.

 Pôxa, era só chegar pra mim e dizer “não vou”, e eu simplesmente pegaria minhas tralhas e iria pra minha casa, mas não: ela sumiu de casa, assim, como num passe de mágica. Por um momento eu desejei q ela não fosse mais comigo, pq só de imaginar q da casa dela pra minha seria um silêncio total da parte dela tava foda! Seria tão mais simples... E esperando por isso — ou por qualquer outra coisa —, fui tomar banho e dei de cara com ela: “Olhe, eu vou tomar banho e quero sair daqui antes do meio-dia. Vc vai comigo?”, perguntei. Eu jurava q ouviria um “não”, mas me enganei. Ela disse um “sim, eu vou”, e com essa afirmativa veio junto a certeza de q o meu trajeto seria solitário, sim, pq eu e outra pessoa muda do meu lado pra mim significa eu sozinha. Quase na hora de ir embora, o João* veio me perguntar mesmo se eu ia pra tal festa de Natal. Confirmei e ele disse: “Parece q o Gabriel vai... Como vai ser pra ele entrar em contato com vc?”. Bingo de novo: “Dê eu telefone pra ele”, eu respondi. Agora ele tinha meu telefone, e ficaria mais fácil de entrar em contato comigo...

Como eu te disse, a volta pra casa foi uma merda! E eu sou assim: não sou de adular ninguém, ou seja, quer conversar, ótimo; não quer, foda-se! Pior foi qdo a gente chegou aqui em casa: ela se enfiou no meu quarto e não saiu mais, nem sequer almoçou! E só depois de algumas horas ((depois q ela dormiu de estômago vazio)), foi q eu fui falar com a “N” e ela finalmente ((aleluia!!!)) trocou algumas palavras comigo. Disse ela q “a culpa é da TPM”... Aos poucos ela foi conversando, se mexendo e sorrindo, principalmente! Bom, depois disso, quem era eu pra querer complicar mais as coisas e fazer mais perguntas, não é? No final da tarde, ela comeu e ficamos na sala conversando enqto eu fazia as unhas. Foi bem aí q meu cel tocou! Quem era? O Gabriel! O número era desconhecido, mas a voz... Mesmo assim, por via das dúvidas, me afastei pra atender — se bem q eu te JUUUUUURO q não tava esperando por essa ligação! Qdo atendi, ele disse: “Gatinha?” e eu respondi “Oi, tudo bom?”. Conversamos bem rapidinho, e ele reclamou pq eu fui embora logo. “Mas vc sabia q eu tinha essa festa pra ir, não sabia? E vc, vai?”, perguntei. “Vou não, gata...”. “Que pena...”, falei.

Por um lado foi até bom ele ter desistido ((ou não ter podido ir)), pq eu não queria mesmo sair e ficar aos beijos com outro cara na frente da “N”... Vc sabe muito bem q há séculos essa é a questão q eu nunca consigo solucionar entre nós duas, pois fica sempre uma discordância sobre ficar ou não com homens... Então, se foi acertado q poderia, pq teria de ser tão radical? Pq não aos poucos, ou pelo menos de forma camuflada? “O q os olhos não vêem, o coração não sente”, não é isso? Então vai ser assim, q fique bem claro pra vc: ela vai saber, porém não precisa presenciar tudo... “Mas vc vai vir aqui pro Reveillon?”, ele perguntou. “Não... Vou ficar com minha família pq vai ter uma comemoração aqui”. “Então tá bom. Mas se vc puder vir, venha! E eu só liguei pra dizer q vc tome cuidado lá na festa, tá?”, ele delirou. “Ah, tá bom”, respondi eu, iludindo o cara — até parece! E completei: “Então a gente se vê na semana q vem, tá?”. “Tá certo. Um beijo”. “Outro. Tchau”, e desliguei.

Como eu também já tinha te dito aqui no blog, meu Natal foi bem fora das expectativas. Eu quase briguei com a “N” na festa, mas se por um lado foi por incompreensão minha, por outro foi por falta de atenção dela. Passamos o resto do dia vegetando de cansadas, mas com tudo parecendo estar bem entre nós duas, sem estresse nem nada. No dia seguinte, voltamos pra casa dela. Assim q chegamos ficamos conversando o terraço com a mãe dela sobre várias coisas, mas aconteceu algo q me deixou P da vida: o dia tava lindo, a tarde agradabilíssima, o sorvete delicioso, e conversa vai, conversa vem, as duas tocaram no nome do Gabriel. Pronto! A “N” esticou a conversa com reclamações sobre certas atitudes dele, sobre como ele é e das coisas q ele fala. Eu fiquei calada, só ouvindo, mas sabia bem q aquela ladainha dela toda era pra atingir duas metas: 1) passar uma msg indireta pra mim sobre ele, me informando sobre os pontos ruis e os pontos ((também)) ruins dele, e 2) sujar a barra dele com a mãe dela. Agora me responda, como é q eu vou ficar com o Gabriel na casa da mãe dela se a mulher ouviu um monte de porcarias sobre o cara??? Se a velha souber q a gente tá querendo ficar um com o outro, vai me dar o maior sermão, me encher de conversa, e te juro q eu vou ficar sem graça com isso... Puxa vida, eu tive q ficar ali calada ouvindo tudo aquilo... Me deu vontade de calar a boca dela e dizer “manera aí”!!! Pra não ter q te contar tudo ((e pra não dar pistas tão claras sobre a pessoa)), a coisa mais leve q eu ouvi da “N” foi q ele vai embora pra Europa, como se ela dissesse pra eu desistir dele já q ele vai se mandar mais cedo ou mais tarde! Mas como eu já te disse antes, e repito, não vou ficar pra me apaixonar, e sim pra curtir um pouco...

Escrito por GarotaBi às 23h49
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Sábado , 11 de Fevereiro de 2006


OS DIAS SEGUINTES: SEGUNDA METADE DE DEZEMBRO (Parte 2)

No dia seguinte, 23 de dezembro de 2005, o Gabriel* apareceu lá novamente, o q pra mim foi mais um sinal q ele tava interessado. E igualmente como no dia anterior o beijo de q ele me deu de “olá” foi bem pertinho na boca. Ele e o João* passaram um bom tempo conversando na porta da cozinha q dava pra os fundos da casa, enqto eu e a “N” limpávamos o quarto do João q tinha acabado de ser pintado. Eu ficava olhando pra ele pela janela, enqto ele fazia o mesmo. Eu não toquei no assunto com a “N”, pq eu achava q ela já tinha notado q tinha rolado um puta clima entre mim e o amigo do irmão dela. Independente disso eu e ela combinamos q de o assunto da festa de Natal seria esquecido, ou seja, q eu não daria abertura pra Gabriel ficar interessado em ir com a gente, isso pq o irmão da “N” COM CERTEZA ia querer ir junto, e isso seria uma merda total, já q ele, por mais novo q seja, age e pensa como um velho ultrapassado em certas horas, e certamente iria fazer ceninhas de ciúme com a irmã. E pensando bem eu não ia querer ficar com um cara na frente dela... Sei lá, acho q eu posso muito bem criar outras oportunidades pra ficar com alguém sem ter q fazer isso bem na frente dela, vc não acha?

Em certa hora da tarde o João veio conversar comigo: “Janine, o q vc vai fazer hj à noite?”. “Que eu saiba, nada”, respondi. “É que vai ter uma festa aqui perto... Tá afim de ir?”. Bingo! O irmão da “N” nunca me chamou pra essas festinhas q ele ia, então pq justo agora? Ah, com certeza foi pra “cortar jaca”** pro amigo. Acabei respondendo q “tudo bem”, afinal às vezes é necessário um certo sacrifício pra se obter o q se quer, certo? Mas sacrifício maior seria tentar levar a “N” junto comigo à essa festa, pq sinceramente eu não me sentiria bem à vontade indo a um lugar pra ficar com um cara sendo algo combinado... É chato, pode parecer frescura minha, mas eu gosto é de coisas espontâneas.

Qdo a noite chegou o João simplesmente saiu sem me dizer nada! Eu sabia q ele ia pra casa da namorada, mas pelo menos ele podia ter me dado um toque, ter dito q voltaria ou sei-lá-o-quê. Pra complicar o Gabriel, àquele hora, ainda tava no trabalho ((ou saindo dele)) e não tinha meu telefone, e assim não teria como me avisar de algo. E sendo assim, resolvi aquietar meu facho e ver TV deitada no sofá da casa da “N”. Tá, eu confesso q fiquei meio puta, pq é foda, vc imagina q a noite vai ser uma coisa e acaba sendo outra! E o pior de tudo era saber q no dia seguinte eu teria q voltar pra casa, afinal seria 24 de dezembro e eu precisaria passar o Natal com minha família e depois eu tinha uma festa pra ir! Mas, depois de um tempo ali, deitada no meu cantinho, já meio tarde da noite, o telefone da casa residencial tocou... Por um segundo eu achei q fosse o João ligando pra dizer algo; no segundo seguinte achei q fosse o Gabriel ligando pra dizer algo... A “N” atendeu e falou algo mais ou menos assim:

— Alô? (...) Oi... (...) Tá não, saiu, acho q foi pra casa da namorada. (...) Tá dormindo. (...) É sério, tá dormindo! (...) Tá bom... Ligue amanhã. (...) Tá, tchau.

E desligou. Eu, namorada um pouco controladora/possessiva/ciumenta q sou, quaaaase perguntei quem era q tinha ligado, mas pra não dar o braço a torcer pra ela — q eu sei q depois ia ficar tirando onda com a minha cara —, resolvi ficar calada. Porém, uns 5 minutinhos depois, a “N” começa a rir sozinha, do nada, e diz: “O Gabriel é engraçado... Ele ligou pra cá e perguntou pelo João e depois perguntou ‘cadê a Janine?’... Cara-de-pau!”. E eu, furiosa, mas querendo me controlar, perguntei: “E foi ele q ligou aquela hora, foi?”. “Foi”, ela disse, e completou: “Mas é cada uma! O cara liga pra cá uma hora dessas e ainda quer vir pra cá ficar com vc! Eu disse logo: ‘tá dormindo!’ e pronto!”. Ah, eu fiquei danada! E reclamei logo: “Vc sabia q eu tava acordada ((pq eu tava vendo TV com ela)) e nem sequer me passou o telefone! Muito obrigada!”. Ela: “Lógico! Vc queria o quê, q eu visse vcs dois se beijando no meu sofá? E vc tá chateada é?”. “Lógico q eu tô!”. Pronto! Quem ficou puta da vida foi ela! Foi bem aí q ela sacou q eu queria mesmo ficar com o cara, e ficou me perguntando “se eu queria ficar com ele”. Eu, me sentindo totalmente encurralada, nem quis responder... Na verdade eu fique com vergonha... Sei lá, fiquei receosa com a reação dela, mas qdo vi q não tinha mais pra onde correr, respondi q “sim”. Pronto, a mulher se transformou! Falou q “ia mudar, q ia deixar de me sufocar, de ser isso, de ser aquilo, q ia aproveitar mais a vida dela, q ia parar de ficar se policiando por minha causa e de ficar me protegendo”, e zilhares de coisa mais. Eu simplesmente O-DEI-O isso! Odeio me sentir sufocada num relacionamento, odeio me sentir cobrada, até pq EUZINHA já falei várias vezes pra ela há tempos atrás q ela aproveitasse certos caras q aparecem, mas a escolha q ELA